18/07/2024

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Acusado de atirar no vizinho por causa de cachorro é absolvido em Primeiro de Maio

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A vítima foi ferida com um tiro de espingarda no peito e quase morreu

Um homem acusado de tentar matar seu vizinho com um tiro de espingarda no peito – após uma briga entre os cachorros dos dois – foi absolvido pelo Tribunal do Júri em Primeiro de Maio, nesta quinta-feira (31). O caso ocorreu em 2017, no Assentamento Barra Bonita.

 

De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP/PR), na noite de 14 de fevereiro, por volta das 23h, Ari Borba atirou na vítima com o objetivo de tirar a vida dela. A motivação seria o fato dos animais de estimação de ambos terem se estranhado, rosnando um para o outro. O que teria desencadeado uma discussão entre o acusado e o vizinho, que acabou na tentativa de homicídio.

 

Na ocasião, a vítima foi socorrida por familiares e levada ao Hospital Municipal de Primeiro de Maio, mas devido a gravidade do ferimento, precisou ser transferida para o Hospital Evangélico de Londrina, onde foi submetida a uma cirurgia de emergência e ficou internada por cerca de uma semana.

 

No entanto, os advogados de defesa Heitor Luiz Bender e Khalil Aquim explicam que durante o julgamento foi comprovado que Ari agiu legítima defesa depois que o vizinho invadiu sua propriedade.

 

“A acusação era de que ele teria atirado deliberadamente na vítima por conta de uma briga entre os cachorros. Mas ficou comprovado que o homem invadiu a propriedade do acusado, que temendo por sua vida e de seus familiares, desferiu um tiro contra ele com uma espingarda”, detalha Bender.

 

Também conforme o advogado, realmente, o cachorro dos dois haviam se estranhado, mas esse foi só o motivo superficial para o homem ter invadido a propriedade de Ari. A questão é que ambos já haviam se desentendido anteriormente e a vítima costumava provocar o vizinho desde então.

 

“Anos atrás, a vítima teve um desentendimento com a esposa e ela foi procurar abrigo na residência do senhor Ari. Depois disso, a vítima começou a persegui-lo, dizendo que ele era dedo-duro e quando bebia ia lá incomodar ele”, completa Heitor Luiz Bender.

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