23/04/2024

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Em três anos, intoxicação infantil por medicamentos cai em 14,5% no Paraná

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O medicamento é um dos vilões que mais causa intoxicação nas crianças de 0 a 12 anos no Estado, sendo responsável por 44% das intoxicações infantis. Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apontou uma queda de 14,5% no número de notificações entre os anos 2019 e 2021, por este tipo de acidente. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net) mostram que em 2019 foram registradas 1.049 ocorrências. Em 2020 o número caiu para 891 intoxicações e em 2021 se manteve em 897. Apesar da queda, a Sesa mantém o alerta para esse tipo de envenenamento e mantém permanentemente ações de prevenção para a diminuição dos números.

“A maioria dos casos acontece em casa, e por isso queremos fazer este alerta. As crianças são curiosas por natureza e por isso, o cuidado deve ser redobrado quando falamos em medicamentos. A intoxicação pode resultar em danos graves à criança, podendo até levar a óbito”, alertou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A faixa etária mais atingida por esse tipo de intoxicação corresponde aos menores de quatro anos de idade.  Segundo a bióloga da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa, Juliana Cequinel. a curiosidade é uma das principais características dessa faixa etária.  “É a fase da experimentação oral. Ou seja, é quando os pequenos querem levar tudo à boca. A orientação é que sejam armazenados em lugares mais altos e, de preferência, em armários trancados”, recomendou.

AÇÕES – Anualmente, durante o mês de outubro, é realizada a Campanha de Prevenção do Envenenamento Infantil, que neste ano teve a parceria do Conselho Regional de Farmácia (CRF PR), com divulgação por videoconferência e nas redes sociais. O objetivo é prevenir e informar pais, responsáveis, educadores, profissionais de saúde, órgãos oficiais e instituições não governamentais sobre as intoxicações infantis.

Em alguns casos, os sintomas não são imediatos, sendo os mais comuns a sensação de queimação na boca, garganta ou estômago, mudança na cor dos lábios, confusão mental, respiração difícil, diarreia e vômito. A criança deve ser encaminhada ao serviço de saúde mais próximo.

Orientações podem ser obtidas no site ou pelo telefone do Centro de Controle de Envenenamentos: 0800-410148, a qualquer hora do dia ou da noite. O atendimento funciona 24 horas.

Agência Estadual de notícias

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