15/06/2024

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Primeira engenheira negra do Brasil homenageada com escultura em Curitiba

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Enedina Alves Marques, a primeira engenheira negra do Brasil, foi homenageada postumamente com uma escultura instalada no Centro de Curitiba. A obra passa a fazer parte do cotidiano da cidade como um marco na história do Brasil, em uma referência à personagem que representa a superação e a transformação de vida, através da Educação. A iniciativa é resultado de parceria entre a Prefeitura Municipal de Curitiba, Centro Universitário Internacional Uninter, e a agência OpusMúltipla (empresa do Grupo OM Comunicação Integrada).

A instalação da escultura, bem no meio do centro da cidade, em frente a uma instituição de ensino superior, simboliza o acesso à educação, direito que deveria ser de todos, como defende a Constituição. “Esperamos que a história da Enedina, por meio deste monumento, sirva de inspiração para muita gente. Ela é a prova de que a educação tem o poder de derrubar obstáculos e transformar a vida das pessoas”, afirma Alexandre Catarino, diretor de Criação da OpusMúltipla, agência que idealizou o projeto da homenagem há um ano.

“É muito bom saber que tem um reconhecimento de tudo que ela representa para os negros e a história do país e do Paraná. A tia Dininha, como a gente chamava, foi uma mulher inspiradora e que enfrentou muitas barreiras para conseguir estudar. Uma doméstica se tornar uma engenheira é difícil agora, imagine naquele tempo”, diz Lizete Marques, sobrinha de Enedina.

A escultura

Foram seis meses de pesquisa e produção da escultura, no Atelier de Esculturas do Memorial Paranista, em Curitiba, em um trabalho minucioso que começou em julho. Feita em bronze, a escultura da primeira engenheira negra do Brasil está instalada em um banco na Rua XV de Novembro, um dos pontos turísticos mais famosos da capital do Paraná. A obra retrata Enedina sentada com um livro nas mãos. “A imagem retrata a personalidade de Enedina, que está séria, com objetivos de conseguir realizar os seus sonhos de estudar, se formar. Por isso, está com a sua ferramenta principal – um livro nas mãos”, comenta Rafael Sartori, escultor da obra.

 

Daniela Weber Licht

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