Articulação política barra retrocesso na Região Metropolitana de Londrina e preserva integração de municípios como Sertanópolis

A tentativa do Poder Executivo estadual de reconfigurar a Região Metropolitana de Londrina (RML) por meio de um Projeto de Lei Complementar (PLC) na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) gerou forte reação política e apreensão no Norte do Estado. A proposta previa o enxugamento drástico do bloco metropolitano, reduzindo o total de 25 municípios para apenas seis — restando somente Londrina, Cambé, Ibiporã, Jataizinho, Arapongas e Rolândia.
Com o corte de 19 cidades, a medida provocaria um desmembramento severo na dinâmica regional. Cidades com histórico vínculo econômico, social e geográfico com a maior metrópole do interior paranaense seriam excluídas do arranjo e rearranjadas, correndo o risco de isolamento ou de perda de incentivos metropolitanos.
Prejuízo direto a Sertanópolis e cidades vizinhas
Entre os municípios afetados, a situação de Sertanópolis acendeu um alerta crítico. Integrada à RML desde o início dos anos 2000, a cidade mantém dependência diária do polo londrinense em setores cruciais:
Transporte Intermunicipal e Mobilidade: A saída da RML comprometeria a integração de linhas e a gestão unificada do transporte coletivo metropolitano, impactando trabalhadores e estudantes que se deslocam diariamente entre Sertanópolis e Londrina.
Segurança Pública e Policiamento: Estruturas de planejamento integrado de segurança e efetivo policial metropolitano sofreriam desarticulação direta.
Saúde e Serviços Públicos: Linhas de repasse, acesso facilitado a serviços de urgência, regulação de leitos e convênios regionais seriam fragmentados, prejudicando o atendimento básico e especializado oferecido à população.
Reação na Alep e vitória da bancada do Norte
Diante do impacto socioeconômico negativo, a mobilização liderada pelo deputado estadual Luiz Claudio Romanelli e pelo ex-secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Marco Brasil, foi decisiva para barrar o avanço da matéria na Assembleia Legislativa.
Trabalhando em sintonia com gestores municipais e lideranças do Norte do Paraná, a articulação política conseguiu demonstrar a inviabilidade de um retalhamento que desconsiderava a realidade de cidades históricamente conectadas a Londrina. O movimento resultou na retirada de pauta do projeto, garantindo a manutenção da estrutura metropolitana e a preservação dos direitos de mobilidade, serviços compartilhados e investimentos conjuntos para os 25 municípios regionais.

