Agosto Lilás e 20 anos da Lei Maria da Penha: Paraná ultrapassa os 11.700 casos de violações contra a mulher em 2026

A campanha Agosto Lilás é realizada em todo o Brasil e visa informar sobre a violência contra a mulher, promover direitos e incentivar a denúncia e o acolhimento. O mês busca sensibilizar a sociedade para a prevenção, proteção e responsabilização de agressores, além de divulgar serviços de apoio e linhas de atendimento. E, no início deste mês de agosto, a Lei Maria da Penha que é um marco importante no combate à violência doméstica no país, completou 20 anos.
A Lei fortaleceu a proteção às mulheres, criou medidas protetivas de urgência, qualificou a violência doméstica como crime e ampliou os mecanismos de prevenção e assistência. Os 20 anos são uma oportunidade para avaliar avanços, identificar lacunas e reforçar políticas públicas que garantam segurança, autonomia e justiça para as vítimas.
De acordo com o Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), o estado do Paraná já registrou 11.744 casos de violações (Qualquer fato que atente ou viole os direitos humanos de uma vítima. Ex. Maus tratos, exploração sexual, tráfico de pessoas) contra a mulher. Desse total, apenas 1.480 denúncias foram efetivadas (Quantidade de registros que demonstra a quantidade de vezes em que os usuários buscaram a ONDH para registrarem uma denúncia). A capital Curitiba já registra 2.523 casos. (Dados atualizados em 10/08/2026). Em 2025, no Paraná, foram 14.507 casos de violações contra a mulher.
De acordo com Daniele Dower Ronqui, coordenadora do curso de Psicologia da Universidade Unopar, nesse contexto, é essencial promover acolhimento e proporcionar um ambiente seguro às mulheres.
“O acolhimento às vítimas de violência é um aspecto fundamental na luta contra a violência de gênero. Sobretudo o apoio emocional psicológico, que é essencial para ajudar as mulheres a superarem o trauma e reconstruírem suas vidas. A violência contra a mulher é uma violação dos direitos humanos e pode ter consequências devastadoras para a saúde física e mental dessas mulheres”, alerta.
Daniele ressalta que o acolhimento também deve incluir orientação sobre os direitos das mulheres e os recursos disponíveis para elas. “Muitas vítimas de violência não estão cientes de seus direitos ou dos serviços que podem acessar, como abrigos, assistência jurídica e programas de apoio financeiro. Informar e orientar essas mulheres sobre suas opções é essencial para emponderá-las e ajudá-las a tomar decisões informadas sobre seu futuro”, explica.
No Paraná, A Polícia Civil (PCPR) dedica atenção especial ao atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica, familiar ou sexual. A mulher vítima de violência, com 18 anos ou mais de idade, pode registrar seu Boletim de Ocorrência pela internet. Conheça o serviço neste link.
Além disso, é possível realizar o BO na Delegacia da PCPR local ou na Delegacia da Mulher, nas cidades que contam com esta especializada. Confira os telefones e endereços das Delegacias da PCPR.
“A colaboração entre diferentes entidades pode garantir que as vítimas recebam um atendimento abrangente e coordenado. Este processo não só beneficia as mulheres individualmente, mas também contribui para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária”, enfatiza.
VEJA O NÚMERO DE OUTRAS CIDADES DO PR: (até 10/08/2026)
Curitiba: 2.523 casos
Londrina: 731 casos
Ponta Grossa: 436 casos
Cascavel: 381 casos
Maringá: 362 casos
Foz do Iguaçu: 305 casos
São José dos Pinhais: 256 casos
Araucária: 158 casos
Pato Branco: 55 casos
União da Vitória: 30 casos
Assessoria de imprensa
Deiwerson Damasceno e Carolina Pinho

