Produção industrial paranaense cresceu 3,1% de janeiro a maio, segundo o IBGE

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A indústria paranaense seguiu em ritmo de recuperação em maio, com um crescimento de produção de 7,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Foi o segundo maior avanço do País, atrás apenas de Santa Catarina (9,5%). Com isso, o resultado acumulado de janeiro a maio ficou positivo em 3,1%, o quarto maior do Brasil, atrás apenas de Rio de Janeiro (4,6%), Santa Catarina (4,3%), Espírito Santo (3,4%).

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional divulgada essa semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desempenho do Paraná ficou bem acima da média do Brasil, de crescimento de 0,5% nos primeiros cinco meses de 2017, e de 4% no mês.

O resultado do Paraná foi puxado pelo setor de máquinas e equipamentos e automóveis. “O setor de máquinas, principalmente tratores e colheitadeiras, foi impulsionado pela boa safra de grãos. Já a produção de automóveis se beneficiou do aumento das exportações e da queda na taxa de juros no mercado interno, que tem impacto nas vendas”, diz Francisco José Gouveia de Castro, diretor de Estatística do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social).

No mês, a produção de máquinas e equipamentos cresceu 54,1% em relação ao mesmo período do ano passado; veículos automotores, reboques e carrocerias tiveram avanço de 43,5%; e o setor de minerais não metálicos cresceu 30,6%. “Neste último caso houve influência no setor da construção, com a produção de tijolos e areia”, explica Castro.

TENDÊNCIA – Para ele, a retomada da indústria já pode ser considerada uma tendência para o ano, depois da retração do setor sofrer com a crise econômica. “O que verificamos é uma melhora consistente da indústria nos últimos meses”, diz.

A indústria já vem contribuindo, inclusive, para a retomada da economia do Estado. No primeiro trimestre, o PIB da indústria cresceu 3,1%, o que contribuiu para o crescimento de 2,5% da economia paranaense no período. Na mesma base de comparação, o PIB brasileiro registrou recuo de 0,4%.

Agência do Estado

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